terça-feira, 26 de maio de 2009

- Por que lutamos? -


O dia 8 de março é uma data com muitas histórias e lutas que estão ligadas as reivindicações femininas. Uma luta que contou com a força de inúmeras mulheres, que nos vários momentos da história resistiram ao machismo e a descriminação.
E triste lembrar que na revolução industrial, no ambiente fabril, mulheres trabalhavam de 14 a 17 horas diárias, a uma temperatura de 29°C em um local úmido, com portas e janelas fechadas, proibidas de ir ao banheiro beber água, abrir janelas e acender luzes, entre outras coisas.
A luta operária não tardou a surgir, com canhões , violência sexual... No dia 8 de março de 1857 os patrões e políticos trancaram as portas da fábrica e atearam fogo. Asfixiadas dentro do local em chamas, as tecelãs morreram carbonizadas.
Diante tudo isso, durante uma conferência internacional, Clara Jetkin propôs que 8 de março fosse declarado o Dia Internacional da Mulher. Em 1911 mulheres se manifestaram na Europa e a data passou a ser comemorada no mundo inteiro.
Vasta luta para tão sonhada bandeira branca, pois nós mulheres só queremos igualdade. Depois de muitas perdas conquistamos nosso direitos, invadimos as universidades, dominamos os escritórios, campos de pesquisas, estratégias políticas, conquistamos opiniões, colocamos nossos argumentos na mesa.
Uma pena que algumas perderam a feminilidade, a doçura, os hábitos culinários, aquela ternura de mulher.
Algumas mulheres buscaram o feminismo na tentativa de desfazer o machismo. Perderam-se! Deixaram de levar o café para o pai, a toalha limpa para o marido, o lanche feito com carinho para os filhos.
Ser mulher é ser forte de alma, e sensível com o próximo. É ser doce, ser independente sem se vulgarizar.
Choca-me ver mulheres dançando “um tampinha não dói”, “são as cachorras”, entre inúmeras outras músicas que vulgarizam a mulher. Lutamos tanto pela liberdade e crescimento pessoal, por que agora prestarmos o papel de mulheres controladas por um “Tigrão”?
O problema não é o funk. A moda vai passar, como já passou a onda da “boquinha da garrafa” e outras bobagens semelhantes. O problema é que dessas “ondas”contribui para depreciar a mulher, seu corpo, sua intelectualidade, sua moral, para banalizar as relações sexuais, para industrializar o erotismo e criar comportamento de massa, que visam de fato banalizar a sexualidade feminina.
A verdadeira operação inversa da alta cultura, ao invés de criar novas possibilidades para o espírito, cria comportamento condicionado a não pensar.
Desejo sim, parabenizar as mulheres por esse dia especial, lembrando de ante mão que não se nasce mulher, torna-se mulher.
Parabéns às mulheres que conquistaram o respeito e não perderam a ternura!


Jornal Centro-Oeste
Mineiros-GO
2008

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